Aprovado novo medicamento contra a obesidade

Os problemas de excesso de peso tornaram-se graves problemas de saúde púbica. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a obesidade como uma epidemia global que cada vez afecta mais uma pessoa. Boa mostra disso é que em países como os Estados Unidos, a obesidade já teria superado o tabagismo como a principal causa de morte. Nos países desenvolvidos, dois de cada três homens já têm excesso de peso, enquanto que uma em cada seis pessoas é obesa. Ainda mais preocupante é o aumento de 35% da obesidade infantil na última década. Esta situação obriga as autoridades sanitárias a tomar medidas preventivas em diferentes áreas, já que os problemas de excesso de peso tem efeitos graves para a saúde a curto e longo prazo. Além disso, continuam pesquisando novos tratamentos e medicamentos que permitam ajudar as pessoas a perder peso. É o caso de Belviq, um novo medicamento que acaba de aprovar, nos Estados Unidos para combater a obesidade. O mecanismo de acção deste novo fármaco baseia-se em suprimir os receptores do cérebro responsáveis pelo apetite e a fome, de modo que a pessoa que o toma tenha a sensação de estar cheia e, portanto, consome quantidades menores de comida. Isso sim, os seus próprios responsáveis apontam que este medicamento, deve ir a combinação de uma dieta adequada e exercício físico de forma regular. Este medicamento apenas se recorre a pessoas obesas ou com excesso de peso que sofrem de um ou de vários transtornos decorrentes de seu problema de peso. É claro que pode ajudar a combater a obesidade. No entanto, a melhor maneira de prevenir o excesso de peso e outras doenças é ter um estilo de vida saudável. Assim, combinar uma alimentação rica e equilibrada com a prática de exercício físico diário nos vai permitir desfrutar de um bom estado de saúde, ao mesmo tempo que nos vai ajudar a manter o nosso peso ideal. Não obstante, esta nova epidemia esta demonstrando ser muito resistente a vários tratamentos, por isso que o novo fármaco pode ser positivo na hora de oferecer mais ferramentas para combater o excesso de peso e a obesidade. O estilo de vida moderno faz com que seja necessário contar com novos tratamentos para ajudar os doentes. Os responsáveis Belviq relataram que há evidências científicas que demonstram que o sistema cerebral que regula o peso corporal e o apetite vai danificando a medida que ocorre um aumento de peso. Aí é onde entra em jogo este medicamento, uma vez que pode ajudar as pessoas a perder peso, e que essa perda se mantenha no tempo. Há que ter em conta que o medicamento não faz milagres, de facto, a perda de peso médio em um ano é de 5%. Daí, a necessidade de que as pessoas com problemas de peso, mudem seus hábitos alimentares e ponham em prática hábitos saudáveis, em especial a prática de exercício diário.